carlos palladini arquiteto

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

INTRODUÇAO A PESQUISA SOBRE O ECLETISMO NA ARQUITETURA

Podemos entender o ecletismo, como sendo toda a somatória de produções arquitetônicas aparecidas a partir do final do primeiro quartel do século XIX, que veio juntar-se ao Neoclássico histórico, surgido por sua vez, como reação ao Barroco.
Os arquitetos, já em plena Revolução Industrial, insistiram, continuamente, na primazia de estilos, cada qual com o seu vocabulário de motivos ornamentais e procuravam acompanhar o progresso, que toda hora estava a criar novos programas, imaginando, novos partidos arquitetônicos, procurando sempre sujeitar as recentes possibilidades técnico-construtivas às suas próprias condições plásticas pré-estabelecidas. É muito interessante, por exemplo, o acompanhamento dos sucessivos esforços dos grandes arquitetos neoclássicos filiados a Academia de Belas Artes de Paris em “modernizarem-se”, criando plantas incríveis que pudessem atender, dentro da harmoniosa volumetria de blocos simétricos, todo o repertório das novas exigências programáticas. Aos poucos, no entanto, no trabalho cotidiano, esses arquitetos passaram a ser meros fachadistas expressando nos arcabouços estruturais, os estilos que tivessem sido encomendados. Enquanto isso, os engenheiros, com a mesma tecnologia disponível e renovadas técnicas, trataram de buscar outras soluções construtivas e novos espaços, tendo em vista, principalmente, os recém-surgidos programas de necessidades. Já sabemos que desse proceder sistemático dos engenheiros houve o nascimento da arquitetura racionalista dita moderna.
A queda progressiva dos preconceitos críticos levou a historiografia arquitetônica a reavaliar, no final do século XIX, o Barroco e, no século XX, o Neoclassicismo, sobre o qual ainda a censura da critica romântica e idealista, o Art Noveau e o Ecletismo, considerados pelo Movimento Moderno “inimigos a serem derrotados”.  Reconstruir com objetividade, os fatos e aprofundar os aspectos problemáticos do Neoclassicismo e do Ecletismo foi tarefa dos últimos anos, primeiramente, através de uma reavaliação critica geral, quase um “reparo” obrigatório, depois através de pesquisas especificas sobre diferentes regiões e paises, sob aspectos determinados e arquitetos individualmente. Dois fatos estimularam estes estudos e interesses renovados, a ampliação do problema da proteção e restauração do patrimônio histórico e monumental para as estruturas urbanas e edifícios do século XIX, por outro, a crise do urbanismo do Movimento Moderno que levou a uma revisão dos principais desta disciplina e a uma reflexão critica, em cujo alicerce se encontram, exatamente, a cultura e a cidade do século passado. Podemos até dizer que o Neoclassicismo e o Ecletismo, hoje, constituem o centro de interesses de áreas, como a universitária, por exemplo, onde as decisões operacionais e de projeto arquitetônico e urbanístico amadurecem.
Se, contudo, desejamos analisar o quadro global das construções, desde os primórdios do século XIX até hoje, veremos que em momento algum, houve uma unidade universal de pensamento, uma uniformidade nas intenções plásticas. Houve, dentre outras, uma diretriz dita modernista no ensino da arquitetura em quase todas as escolas do mundo, mas isso não foi suficiente à plena aceitação da nova estética racionalista. No amplo quadro universal das construções os modernistas não puderam abafar as tradições vernáculas, as manifestações saudosistas, a persistência dos estilos. Na verdade, nesse grande panorama, existem algumas tendências e direções gerais. Subsistem as chamadas “escolas”, quase sempre reconhecidas posteriormente, depois que se verifica haver alguns arquitetos projetando estruturas de aço, de aço recoberto de cristal, outros usando o concreto de muitas formas em sua plasticidade sem fim, e quantos outros levantando paredes continuas com o milenar tijolo cerâmico ou então perpetuando estruturas mistas, misturando madeira, concreto, ferro, fibrocimento e plásticos. E por último existe a fantasia da invenção de combinações de formas e acabamentos que distinguem o chamado “Pós-moderno”. É uma mistura geral e por isso achamos que não saímos do Ecletismo. Melhor dizendo a complacência do Ecletismo tornou-se mais abrangente e chegou aos nossos dias. Na era das comunicações de massa o Ecletismo continua inevitável.




CARLOS PALLADINI
arquiteto

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CONSIDERAÇOES SOBRE ARQUITETURA CONTEMPORANEA

Lúcio Costa, 1952
in Considerações sobre Arte Contemporânea


“Comprovada desse modo a utilidade social do moderno conceito de arte pela arte, retome-se agora a questão formulada de inicio e fundamentada em termos precisos, ou seja, a do reconhecimento da legitimidade da intenção plástica no conceito funcional da arquitetura moderna, a fim de acentuar a necessidade da atuação simultânea dessa intenção com os demais fatores determinantes da elaboração arquitetônica, porquanto da perfeita e generalizada compreensão dessa premissa, bem como do alcance social implícito naquela elaboração, dependera a feliz solução do problema da monumentalidade, impasse que se afigura critico a tantos espíritos esclarecidos, afligindo o arquiteto contemporâneo, tantas vezes ainda mal ajustado culturalmente, devido aos vícios da formação profissional – belas - artesacadêmica ou politécnico - funcionalista –, ao espírito novo da Idade da Maquina, cujo segundo ciclo apenas começou.
Insista-se portanto, pois e preciso não confundir: se, por um lado, arquitetura não e coisa suplementar que se use para enriquecer mais ou  menos os edifícios, não e tão pouco a simples satisfação de imposições de ordem técnica e funcional.
Para que seja verdadeiramente arquitetura e preciso que, alem de satisfazer rigorosamente – e assim – a tais imperativos, - uma intenção de outra ordem e mais alta acompanhe pari-passu o trabalho de criação em todas as suas fases. Não se trata de sobrepor a precisão de uma obra tecnicamente perfeita a dose julgada conveniente de gosto artístico, aquela intenção deve estar sempre presente desde o inicio, selecionando, nos menores detalhes, entre duas e três soluções possíveis e tecnicamente exatas, aquela que não desafine – antes, pelo contrario – melhor contribua com sua parcela mínima para a intensidade expressiva da obra total.
Enquanto satisfaz apenas exigências técnicas e funcionais, – não e ainda arquitetura ; quando se perde em intenções meramente decorativas – tudo não passa de cenografia, mas quandopopular ou eruditaaquele que a ideou, para e hesita ante a simples escolha de um espaçamento de pilares, ou da relação entre altura e largura de um vão, e se detém a procura da justa medida entre cheios e vazios, na fixação dos volumes e subordinação deles a uma lei, e se demora atento ao jogo dos materiais e seu valor expressivo , - quando tudo isto se vai pouco a pouco somando, obedecendo aos mais severos preceitos técnicos e funcionais, mas, também, aquela intenção superior que seleciona, coordena e orienta em determinado sentido toda esta massa confusa e contraditória de pormenores, transmitindo assim ao conjunto, ritmo, expressão, unidade e clareza – o que confere a obra o seu caráter de permanência : isto sim, e arquitetura.”

Lucio Costa 1952

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